O novo olhar da saúde pública para investimentos em tecnologia

Quando se fala em saúde pública no Brasil, a primeira impressão que muita gente tem é a de hospitais sucateados e pessoas aguardando horas para serem atendidas. Infelizmente, esse quadro faz parte de uma parte da realidade, embora não seja algo absoluto. Há, sim, hospitais públicos de qualidade e, em alguns casos, excelência, mesmo que ainda exista um abismo entre a saúde pública e a particular. Contudo, é preciso admitir as melhorias sendo realizadas aos poucos.

Os custos com a saúde representam uma parte grande dos orçamentos governamentais e a redução de custos é a palavra de ordem no setor. Uma pessoa mais desatenta culparia a falta de recursos, mas um olhar mais cuidadoso mostra que uma quantidade grande de recursos deixa os cofres do governo todos os meses com destino à saúde pública. O problema está muitas vezes com desperdícios no meio do caminho. Mas por que o dinheiro não chega aonde deveria chegar?

Muitos são os motivos para que o recurso destinado à saúde não chegue até o paciente em forma de um bom atendimento. O mais alardeado, é claro, é a corrupção. Ao lado disso, a gestão deficiente de muitos hospitais, secretarias, governos estaduais e prefeituras é uma grande colaboradora desse cenário e por isso o governo federal se esforça para instituir melhorias operacionais que levem a uma redução de custos. E um dos vários caminhos possíveis para se alcançar esses objetivos passa pelo uso crescente da tecnologia.

Enxugando a máquina

A redução de custos é um processo que passa por uma análise de como se está trabalhando. De como funciona o dia a dia da saúde pública. Não é apenas uma questão de reduzir o quadro de funcionários ou comprar materiais mais baratos. Uma efetiva redução de custos passa por uma quantidade significativa de melhorias operacionais.

Medidas interessantes são, por exemplo, passar a trabalhar de forma proativa. Ao invés de reagir cada vez que um problema surge, um bom gestor e sua equipe usam os exemplos do passado para se prepararem adequadamente para o futuro. Devido à rotatividade de pessoas e ao conturbado cotidiano, não dá para fazer isso apenas com o uso do bom senso. Para se obter melhorias operacionais de verdade, é preciso usar a tecnologia em nosso favor.

Existem no mercado sistemas de gerenciamento que vão nos ajudar a controlar entradas e saídas, estoque, fazer o cálculo e a comparação entre preços, etc. Se um mesmo material tem sido usado com frequência, por que não comprar uma quantidade maior e negociar um preço melhor com o fornecedor? Não é preciso demitir, mas fazer com que as pessoas disponíveis trabalhem com maior eficiência.

Tecnologia no combate à corrupção

Quando se fala em saúde pública, logo se pensa que a corrupção é o grande entrave para se conseguir melhorias operacionais, uma vez que não há vontade ou que o sistema esteja engessado pela falta de vontade daqueles que se beneficiam desse quadro.

Quando a tecnologia é bem usada, até mesmo a corrupção, aquele jeitinho errado de fazer as coisas se torna mais complicado. O governo, através da ANVISA e do ministério da saúde vem fazendo um trabalho para aumentar a quantidade de tecnologia empregada e promover a redução de custos reduzindo o erro, ou a má administração humana.

Ainda há um longo caminho a ser trilhado, embora possamos nos sentir um pouco esperançosos de que as melhorias operacionais conseguidas através do uso cada vez maior da tecnologia dificultarão as más atitudes, assim como coibirão o descaso, fazendo com que haja uma redução de custos real em todo o sistema.

Esse melhor aproveitamento do dinheiro existente poderá então ser aplicado em melhorias reais em todo o sistema público de saúde, tanto em quantidade quanto em qualidade. O salário dos profissionais envolvidos poderá melhorar, assim como haverá verba para ser investida em equipamentos, medicamentos e outros insumos necessários para que o sistema opere em sua plenitude.

Se você faz parte desse gigantesco organismo, incentive o seu gestor a adotar o uso consciente da tecnologia dentro da saúde pública, pois só assim será possível reverter o quadro tão precário que se apresenta nos dias atuais.

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2019-04-12T16:18:02+00:00